
Um caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) foi confirmado em uma ave silvestre no Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista, na última sexta-feira (07). A confirmação foi feita pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).
O caso foi identificado em uma ave da espécie irerê (Dendrocygna viduata), um tipo de marreco encontrado na África tropical, nas Antilhas e na América do Sul.
Segundo o comunicado, trata-se de um caso isolado em uma ave silvestre, sem qualquer relação com granjas comerciais ou com a produção de alimentos.
Confirmação do caso
A confirmação foi realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária na realização do exame clínico e na coleta de amostras.
A instituição destaca que, por se tratar de um caso de IAAP em ave silvestre, não há embargos às exportações de carnes e ovos, nem alteração do status sanitário do Estado de São Paulo e do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
A Defesa Agropecuária também afirmou que não existem estabelecimentos avícolas comerciais no raio de 10 quilômetros da ocorrência do foco e que serão realizadas ações de vigilância epidemiológica na área procurando identificar a possível ocorrência de mortalidade ou presença de sinais clínicos compatíveis com a influenza aviária de alta patogenicidade em aves.
O Estado de São Paulo não registrou, até o momento, nenhum caso da doença em humanos.
Gripe aviária pode ser transmitida para humanos?
A gripe aviária pode ser transmitida para humanos e ocorre principalmente pelo contato direto ou prolongado com aves infectadas (vivas ou mortas) ou pela inalação de partículas e secreções contaminadas, como saliva, muco e fezes. A transmissão entre pessoas é extremamente rara.
Os sintomas da gripe aviária em humanos parecem com os da gripe comum no início, mas podem piorar rapidamente. Eles incluem febre alta (acima de 38ºC), tosse, falta de ar, dor de garganta, dores no corpo e cansaço. Em alguns casos, surgem também diarreia, vômito e conjuntivite

























