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4 verdades ( e 1 mentira) sobre o ovo

4 verdades ( e 1 mentira) sobre o ovo
Futuros do milho recuam nas bolsas desta 6ªfeira, mas fecham julho acumulando fortes valorizações me

Futuros do milho recuam nas bolsas desta 6ªfeira, mas fecham julho acumulando fortes valorizações mensais

Publicado em 31/07/2026 16:48
CBOT subiu 5% com clima e conflitos, enquanto B3 saltou quase 6% diante da força da demanda

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A sexta-feira (31) chega ao fim com os preços futuros do milho contabilizando resultados negativos na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando desvalorizações semanais de até 5%, mas fechando o mês de julho com valorização acumulada entre 4,4% e 5% nos principais vencimentos. 

Segundo o consultor da Céleres Consultoria, Enilson Nogueira, a alta volatilidade marcou as movimentações do milho em Chicago ao longo de todo este mês de julho. Entre os principais motivos para movimentar o mercado, os conflitos geopolíticos no Oriente Médio e Leste Europeu se destacam. 

“Tudo isso traz muita volatilidade na precificação global dos diferentes ativos, como dólar, moedas e, naturalmente, das commodities agrícolas. Em especial soja, milho e trigo tiveram comportamentos bastante voláteis nas cotações internacionais nas últimas semanas", destaca Nogueira.  

Além das incertezas geopolíticas, o consultor ressalta que o mercado acompanha atentamente o desenvolvimento da safra norte-americana. Apesar da redução da área plantada já estar consolidada, as discussões sobre o potencial produtivo seguem em aberto diante das oscilações climáticas registradas nas últimas semanas. Na avaliação da Céleres, agosto ainda deve ser um mês de forte volatilidade, até que o mercado tenha uma definição mais clara sobre o tamanho da safra dos Estados Unidos. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 4,40 com desvalorização de 5 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 4,64 com perda de 4,50 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 4,79 com baixa de 4,75 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 4,88 com queda de 4,75 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (30), de 1,12% para o setembro/26, de 0,96% para o dezembro/26, de 0,98% para o março/27 e de 0,96% para o maio/27. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 5,06% para o setembro/26, de 4,82% para o dezembro/26, de 4,62% para o março/27 e de 4,45% para o maio/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (24). 

Cariação semanal milho cbot

Já durante o mês de julho, as posições do milho da CBOT acumularam valorizações de 5,76% para o setembro/26, de 6,30% para o dezembro/26, de 6,26% para o março/27 e de 6,13% para o maio/27, no comparativo com o fechamento do dia 30 de junho. 

Cariação mensal milho cbot

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), a sexta-feira também termina com os preços futuros do milho contabilizando perdas. Já no acumulado semanal o resultado ficou em campo misto, mas no total do mês de julho as cotações registraram fortes valorizações. 

De acordo com o consultor da Céleres, o mercado brasileiro já havia precificado a chegada de uma grande safrinha durante os meses de junho e início de julho. Apesar de algumas perdas de produtividade em regiões como Minas Gerais, parte de Goiás e Vale do Araguaia, em Mato Grosso, a produção segue suficiente para abastecer o mercado interno e garantir um bom volume para exportação.  

"O mercado brasileiro já tinha antecipado essa safra grande. Agora ele começa a olhar para o lado da demanda de forma mais intensa. A gente já teve um movimento inicial de exportações e o mercado interno, em especial o etanol de milho, está muito firme nesse cenário do ciclo 25/26", afirma Nogueira.  

Segundo o analista, esse movimento ajuda a explicar a recuperação das cotações na B3 mesmo com o avanço da colheita. Na avaliação da Céleres, o mercado já encontrou um piso para os preços após as fortes quedas registradas nos últimos dois meses e agora passa a precificar uma demanda mais aquecida, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.  

Pelo lado do consumo interno, a expectativa é de crescimento da demanda das indústrias de ração e, principalmente, do etanol de milho. Esse cenário deve absorver parte importante da segunda safra e reduzir os estoques finais do ciclo 2025/26, fator considerado positivo para a sustentação dos preços ao longo do segundo semestre. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 69,20 com queda de 0,72%, o janeiro/27 valeu R$ 77,29 com perda de 0,49%, o março/27 foi negociado por R$ 79,00 com baixa de 0,69% e o maio/27 teve valor de R$ 77,81 com desvalorização de 1,03%. 

Cariação semanal milho b3

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram perdas de 2% para o setembro/26 e de 0,01% para o janeiro/27, além de altas de 0,64% para o março/27 e de 0,57% para o maio/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (24). 

Cariação mensal milho b3

Já durante o mês de julho, as posições do milho da B3 acumularam valorizações de 1,47% para o setembro/27, de 4,97% para o janeiro/27, de 5,24% para o março/27 e de 5,84% para o maio/27, no comparativo com o fechamento do dia 30 de junho. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho recuou neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Sorriso/MT, Itapetininga/SP, Campinas/SP e Porto de Santos/SP. 

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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Fonte: Noticias Agricolas
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