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Instituto Ovos Brasil movimenta redes sociais com mais um vídeo exclusivo

Instituto Ovos Brasil movimenta redes sociais com mais um vídeo exclusivo
IA pode evitar descarte de pintinhos machos na produção de ovos

Tecnologia combina imagens hiperespectrais e inteligência artificial para identificar o sexo e a viabilidade dos embriões ainda antes da incubação
Foto: CIDASC

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, pode transformar a avicultura ao analisar ovos sem romper a casca. O sistema combina imagens hiperespectrais e inteligência artificial (IA) para identificar, nos primeiros dias de incubação, se o embrião está vivo, qual é a probabilidade de sobrevivência e até mesmo o sexo do futuro pintinho.

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Além de ampliar a eficiência dos incubatórios, a inovação busca reduzir perdas produtivas e melhorar o manejo das aves. Dessa forma, a tecnologia também pode contribuir para tornar a cadeia avícola mais sustentável.

Tecnologia enfrenta desafios dos incubatórios

Os pesquisadores desenvolveram o sistema para solucionar problemas recorrentes da produção. Entre eles estão a mortalidade embrionária, que reduz a produtividade, e a necessidade de encontrar alternativas para o descarte de pintinhos machos das linhagens destinadas à produção de ovos.

Segundo a equipe, a mortalidade embrionária pode ultrapassar 10% dos ovos incubados em algumas operações. Além do prejuízo econômico, ovos com embriões mortos favorecem a proliferação de microrganismos. Por isso, eles aumentam os riscos sanitários e exigem monitoramento constante dentro dos incubatórios.

Atualmente, a indústria utiliza principalmente a ovoscopia para identificar esses ovos. A técnica emprega uma fonte de luz para observar o desenvolvimento embrionário. No entanto, o processo exige inspeções frequentes e depende de mão de obra especializada.

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Sistema alcança 97% de precisão

Durante o estudo, a equipe analisou 300 ovos antes e nos primeiros dias de incubação. Em seguida, sensores captaram imagens além da faixa de luz visível. Com essas informações, modelos de inteligência artificial aprenderam a reconhecer padrões associados a embriões viáveis e inviáveis.

Como resultado, o sistema atingiu 97% de precisão na identificação da mortalidade embrionária já no quarto dia de incubação. Assim, a tecnologia pode antecipar decisões importantes e reduzir desperdícios nos incubatórios.

Leia mais: Carinho em pintinhos pode ser chave para bem-estar nas granjas

IA também identifica o sexo dos embriões

Os pesquisadores ampliaram o estudo para identificar o sexo dos embriões antes da incubação. Esse avanço atende a uma demanda importante da produção de ovos.

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Nas linhagens poedeiras, os pintinhos machos não possuem aproveitamento comercial. Eles não produzem ovos e também não apresentam desempenho adequado para a produção de carne. Estima-se que cerca de 6 bilhões sejam descartados todos os anos em todo o mundo.

Para enfrentar esse desafio, a equipe utilizou a mesma combinação de imagens hiperespectrais e inteligência artificial. Em seguida, treinou algoritmos para diferenciar embriões machos e fêmeas com base nas características registradas nas imagens.

Os testes alcançaram aproximadamente 75% de precisão na identificação do sexo antes mesmo do início da incubação.

Sensores avaliam qualidade dos ovos

Além das análises embrionárias, a pesquisa avaliou o uso de sensores ópticos para medir características físicas dos ovos sem quebrar a casca.

Entre os parâmetros analisados estão a espessura da casca, a resistência e a proporção de gema. Essas informações podem fortalecer o controle de qualidade e aumentar a eficiência dos processos produtivos.

Próximo passo é automatizar a classificação

Os pesquisadores esperam integrar sensores, inteligência artificial e automação em um único sistema. Com isso, incubatórios poderão classificar ovos em larga escala com mais rapidez e precisão.

Além disso, a equipe já desenvolve equipamentos equipados com braços robóticos. Esses dispositivos deverão separar automaticamente os ovos conforme os resultados obtidos durante as análises, tornando o processo ainda mais eficiente para a avicultura.



Fonte: Agro em Campo
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