
A segunda-feira (12) termina com os preços internacionais do milho futuro derretendo na Bolsa d Chicago (CBOT) após a divulgação do tão esperado relatório de oferta e demanda mundial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Desde a virada do ano, o mercado trabalhava em compasso de espera pelos novos números do Departamento e hoje, logo após as divulgações, os contratos do cereal responderam com fortes recuos.
O USDA elevou os estoques finais de milho dos Estados Unidos de 51,54 para 56,57 milhões de toneladas, enquanto a média esperada pelo mercado era de 50,09 milhões. O relatório também ampliou as áreas plantada e colhida norte-americanas e trouxe maior produtividade, de 194,56 para 195,06 sacas por hectare.
A produção global de milho 2025/26 foi estimada em 1.296,01 bilhão de toneladas, contra 1.282,96 bilhão do boletim de dezembro. Assim, os estoques finais passaram de 279,15 para 290,91 milhões de toneladas.
“O milho liderou as perdas após o USDA reportar aumento de área, produção e estoques finais enquanto o mercado esperava redução nos estoques e produtividade. Com isso, o ativo chegou a registrar limite de baixa na sessão”, destacam os analistas da Agrinvest.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,21 com desvalorização de 24,25 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,30 com perda de 23,25 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,38 com baixa de 22,25 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,38 com queda de 14,50 pontos.
Esses índices representaram desvalorizações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (9), de 5,44% para o março/26, de 5,12% para o maio/26, de 4,83% para o julho/26 e de 3,20% para o setembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho sentiram a pressão negativa vinda do cenário internacional e também registraram recuos na maior parte das principais posições.
Segundo análise da Agrinvest, as movimentações do milho na B3 acompanharam a força negativa vinda de Chicago e de um dólar lateralizado. “O contrato maio/26, que já se refere a segunda safra, apresentou desvalorização de mais de 1% se aproximando de R$ 71,50 a saca”.
“Por outro lado, com a firmeza recente nos preços do etanol, as margens das usinas continuam firmes”, acrescenta a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 68,80 com alta de 0,10%, o março/26 valeu R$ 72,20 com perda de 0,95%, o maio/26 foi negociado por R$ 71,55 com desvalorização de 1,11% e o julho/26 teve valor de R$ 70,07 com baixa de 0,36%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT e percebeu desvalorizações apenas em Não-Me-Toque/RS e São Gabriel do Oeste/MS.